capa.jpg

Marcelo Zalivi

Uma aventura no tempo

Pedro Thomaz e o Relógio de Ouro trata de encontros. Dessa inquietante busca do ser humano por saber qual caminho trilhar, de se achar, de estar inserido, situado e até mesmo sitiado, desde que esteja o mais longe possível do perdido. Do início ao fim desse insólito romance é nítido que tais sentimentos se expressam nas mais diversas ocasiões, seja no sopro pujante vindo das montanhas de Minas, no calor febril do sol sobre a face, na complexidade dos relacionamentos, na interação com as ruas, as drogas e nas inusitadas situações ao longo da trama, desde as mais densas e confusas até as mais divertidas. Posso garantir a você leitor, que Pedro Thomaz e o Relógio de Ouro é uma experiência prazerosa, muitas vezes inspiradora e, por que não dizer, reveladora. É possível se ver nos olhos do personagem, de se reconhecer em partes do seu crescimento, oriundo da obsessão que começou a consumi-lo já nas primeiras páginas do livro. O realismo sujo e transgressor, a postura debochada e por vezes ébria do seu estilo se encontram na franqueza — casualmente pueril — que expõe seus pensamentos e angústias, à medida que seus sentimentos mais profundos e intrínsecos vão guiando-o pela sinuosa estrada do autoconhecimento, desatando os nós e arrebentando as correntes que auxiliam no desenvolvimento coloquial e despreocupado do seu texto, rumo a um desfecho totalmente inesperado.

 
marcelo.jpg

Marcelo Zalivi

Marcello de Souza Lima Viana, ou melhor dizendo Zalivi, nasceu em Belo Horizonte, mas é vespasianense por maioria de votos. Formou-se em publicidade e trilhou os caminhos do design pelos acasos da vida. Bem, nem tão por acaso assim, afinal, quando criança adorava desenhar as loucuras que emergiam da sua imaginação hiperativa. Hoje ele vive tentando dar vazão à sua paixão pelas artes. Já quis ser ilustrador, músico e compositor, atreveu-se em contos e poemas até conseguir de fato lançar o seu primeiro romance. Nada demais, era só uma coisa que tinha em mente para aproveitar o tempo vago. Tá! Na verdade sempre sonhou em publicar um livro e deixar um legado e agora que conseguiu humildemente agradece por fazer parte da sua estante